
A represa abasteceu a Cidade do Cabo durante décadas. Recentemente foi adicionada ao Parque Nacional da Montanha da Mesa que resolveu investir na recuperação da mata nativa, retirou a vegetação exótica, recuperou/sinalizou as trilhas e construiu uma trilha em plataforma ao redor da represa para que qualquer cadeirante ou carrinhos de bebê possam desfrutar da natureza de forma segura e prazerosa. Encontramos vários grupos banhando-se na represa com seus filhos pequenos nas mesas de piquenique ou realizando sua festinha de aniversário. Vale lembrar que na África do Sul é comum encontrar famílias realizando as mais diversas comemorações ao ar-livre.
A água é de tom ferruginoso e a temperatura agradabilíssima. Eu não exitei e nadei vários metros represa adentro. Apesar do belíssimo lugar, não encontrei um único guarda vidas trabalhando no local, o que a meu ver não deveria acontecer. Encontramos uma cadeirante inglesa "Louise" que nos deu sua impressão sobre o local. “há tantos lugares na África do Sul onde o cadeirante pode passear na natureza que não me canso de passar férias aqui. Perto do Reino Unido, este país é o paraíso!”

30 minutos de caminhada e alcançamos a gruta onde nos refugiamos do sol. Para falar a verdade, não sou nenhum fã de gruta, eu as acho úmidas de mais para minha renite alérgica e sempre me vem à cabeça que algum escorpião pode estar a espreita esperando para se exercitar sobre uma pele humana. Paranóias a parte, minhas turbinas já estavam ligadas e eu queria é caminhar!
A partir da gruta iniciamos uma caminhada de 3 horas. Pedro e Sandra andavam a minha frente enquanto eu gravava imagens para o vídeo. O sol já estava "maçarico" e tive de apelar mais uma vez para minha sombrinha verde que pode não ser muito convencional mas, ajudou muuuuuuuito!

Caminhamos por mais uma hora antes de chegarmos em um pequeno corredor de não mais de dez metros de largura por quatrocentos de comprimento. Esta passagem possibilita a descida de uma montanha em direção a Orange Kloof, onde está o abrigo da próxima noite.
Foi desapropriado de uma vinícola local. Sem ele não haveria ligação nenhuma entre duas partes do Parque. Hoje esta passagem atende bem aos excursionistas. Espera-se, entretanto, que também sirva de passagem para migração da fauna local.

Pensávamos que havíamos chegado ao abrigo mas, foi mera ilusão. Deste ponto em diante não havia mais sinalização e tivemos que andar por mais uma hora. A Sandra já estava no "bagaço". O vento estava aumentando e o sol ia se pondo. "Estávamos perdidos" e ao lado do abrigo sem saber, "Se fosse uma cobra mordia a gente".

Agora é esperar o dia seguinte e partir para o alto da Table Mountain.
Abraços,
Ivan, Sandra e Pedro.