sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Frade de Angra-RJ

Após alguns anos de espera, finalmente consegui realizar a tão sonhada excursão ao Pico do Frade de Angra no Parque Nacionbal da Bocaina-RJ.

Graças aos amigos do Centro Excursionista Brasileiro, conseguimos realizar a excursão no mais alto nível de segurança e companheirismo, ítens indispensáveis para a prática de esportes de montanha.
Saímos as 6h da manhã do Rio de Janeiro em um micro ônibus fretado pelos guias do clube. Fomos direto para Bananal (divisa entre Rio e Sampa. Tomamos nosso café da manhã em uma padaria e seguimos sacudindo por mais duas horas até a pousada Brejal que é o ponto de saída para as caminhadas nesta regiâo.
Logo tomamos as trilha e seguimos para o o Frade de Angra. Chegamos no cume no início da noite após uma subida "nervosa" por uma trilha íngreme e escorregadia.Foram OITO HORAS de caminhada com mochilas cargueiras e muita lama nos pés.
No fim tudo deu certo.
Fica aqui meus parabéns a todos os nove partipantes e em especial aos nossos guias Aninha e Fred Negrâo que conduziram com maestria cada passo desta ótima excursão.

Até a próxima...





terça-feira, 23 de agosto de 2011

Tinta “EcoClean” aplicada sobre alumínio purifica o ar

É comum, sempre que pensamos em cidade, pensarmos em poluição. Levando em consideração as grandes cidades do mundo, é quase que uma verdade absoluta. São poucas as cidades que, no processo de industrialização, não tenham poluído exageradamente o ar que respiramos. Entretanto, altos prédios e grandes cidades podem não significar mais um símbolo de poluição e sim de purificação do ar: a tinta “EcoClean“, desenvolvida pela Alcoa, fabricante de alumínio, promete purificar o ar!

A “EcoClean” é aplicada como tinta, mas na verdade é invisível, ou seja, não modifica em nada a aparência e cor do prédio. Quando aplicada em uma superfície de Alumínio, a luz do sol aquece seus elétrons que interagem com as moléculas de ar e liberam radicais livres que, por sua vez, quebram os poluentes.

Utilizar a tinta em 3 mil metros quadrados, é como ter 80 árvores purificando o ar. Imagine se o uso da “EcoClean” se tornasse algo comum? A empresa está testando essa nova tecnologia em dois prédios, mas ela não para por aí: ao mesmo tempo, estuda-se o uso da tinta em carros!


Fonte: http://www.fujiro.com.br

domingo, 21 de agosto de 2011

6º Dia de trilha - Chegando no cume da Table Mountain

Após ótima noite de sono e um belo café da manhã no abrigo Orange Kloof, Eu Sandra e Pedro partimos por volta das 9h30 em busca do cume da Table Mountain. Tinhamos à frente uma subida bem íngreme pela garganta do rio Disa onde chegariamos até as represas sobre a Montanha da Mesa. Para não perder o hábito, o sol já estava "maçarico" e por sorte este percurso nos levava por uma floresta nativa primária (uma das pouco remanecentes) do Parque. Por esta trilha são permitidos apenas 12 excursionistas por vez que estejam realizando a travessia da trilha Hoerikwaggo.
Após 2h de muita subida escaldante, chegamos a uma antiga represa desativada. local bem apertado entre dois paredões gigantescos mas que havia água suficiente para refrescar a "cachola".
Lanchamos algumas frutas e no último tibum enfiei a perna em um arame submerso, "porra" mais um corte em minha perna! Ainda bem que na África do Sul os ataques de tubarões são apenas nas praias e não em represas na montanha! Feito o curativo, partimos para a última subida do dia. Logo nos defrontamos com um paredão de pedras gigantesco da represa "Wood Head". Confesso que neste momento senti um frio na barriga. Éramos realmente pequeninos diante de tamanha represa. Ok, era hora de alcançar o alto de sua parede e chegar no alto da Montanha da Mesa.
Após 3h30 de caminha alcançamos o alta da represa e caminhamos sobre sua parede de 50 metros por 15 de altura.
Visão explendida, de um lado um imenso lago de águas escuras e do outro um vale verde com montanhas ao seu redor, lindo, inesquecível. O sol continuava a queimar e um vento morno soprava moderamente para aliviar um pouco.
Também caminhamos pelo leito da represa de Helly Hutcherson logo ao lado, capaz de guardar 924 megalitros de água, algo realmente bem grande. Quando passamos por ela, entretanto, parecia uma piscina de areias brancas. Após quase quatro meses de estiagem, a represa Helly Hutcherson estava completamente vazia, sem um pingo d'água. Era verão na África do Sul e ao contrário do nosso país tropical, as chuvas só desabam no inverno e mesmo assim não é muito.
Neste ponto já começamos a nos perguntar, onde está o abrigo? E cadê a estação do Bondinho? Deviamos estar perto, agora é só andar pela trilha e chegar na estação. Mais 1h de caminhda e nada, mais meia hora e nada. Ok, vamos em frente que deve faltar pouco. Eu já estava legal de caminhar, Sandra também já estava com um olhar não muito simpático até que finalmente chegamos ao cume da Table Mountain. Um vento forte mal deixou que filmassemos a chegada épica. Ok, vamos para o abrigo e curtir o pôr do sol da varanda, já era tarde e haviamos caminhado mais do que o esperado.
Deste ponto poderiamos escolher várias trilhas para descer a montanha, era só descansar e aproveitar mais um excelente abrigo da trilha Hoerikwaggo.




sábado, 6 de agosto de 2011

Evento: Domingo no Parque - Bosque da Barra-RJ

No último domingo 31 de julho, eu e Sandra estivemos no Bosque da Barra para conferir o evento "Domingo no Parque" que faz parte das comenorações dos 50 anos do Parque da Tijuca.
No evento encontramos no amiga Danielle da associação dos "Amigos do Parque Nacional da Tijuca". E evento foi dedicado à família, pais e crianças se divertiram muito com os recreadores que realizaram um ótimo de interação do público com a natureza.
Gravamos um vídeo bem legal que mostra como foi a festa.
Agora é só ficar atento à programação de eventos culturais que serão realizados em outros Parques da cidade que fazem do recém criado "Mosaico Carioca" que na prática significa a integração entre os Parques municipais, estaduais e federais da Cidade do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

5ª Dia de Caminhada entre Silver Mine e Orange Kloof 17km - Hoerikwaggo trail - South África

Mais uma noite bem dormida e é hora de colocar o pé na trilha. Hoje faremos 17km de caminhada subindo e descendo montanhas. O problema é que o sol não tem dado trégua e antes de sairmos do abrigo, já estamos suando. Mas nem tudo está perdido. Resolvemos nadar na represa de Silver Mine antes de começar a subir para nossa primeira parada em Elefant´s Eye.

A represa abasteceu a Cidade do Cabo durante décadas. Recentemente foi adicionada ao Parque Nacional da Montanha da Mesa que resolveu investir na recuperação da mata nativa, retirou a vegetação exótica, recuperou/sinalizou as trilhas e construiu uma trilha em plataforma ao redor da represa para que qualquer cadeirante ou carrinhos de bebê possam desfrutar da natureza de forma segura e prazerosa. Encontramos vários grupos banhando-se na represa com seus filhos pequenos nas mesas de piquenique ou realizando sua festinha de aniversário. Vale lembrar que na África do Sul é comum encontrar famílias realizando as mais diversas comemorações ao ar-livre.
A água é de tom ferruginoso e a temperatura agradabilíssima. Eu não exitei e nadei vários metros represa adentro. Apesar do belíssimo lugar, não encontrei um único guarda vidas trabalhando no local, o que a meu ver não deveria acontecer. Encontramos uma cadeirante inglesa "Louise" que nos deu sua impressão sobre o local. “há tantos lugares na África do Sul onde o cadeirante pode passear na natureza que não me canso de passar férias aqui. Perto do Reino Unido, este país é o paraíso!”

Estava tudo tão agradável que cheguei a sugerir que ficássemos mais algumas horas nos banhando em águas tão paradisíacas mas, não teve jeito, era hora de colocar o pé na trilha e começar a subir até a gruta do "Olho do Elefante".
30 minutos de caminhada e alcançamos a gruta onde nos refugiamos do sol. Para falar a verdade, não sou nenhum fã de gruta, eu as acho úmidas de mais para minha renite alérgica e sempre me vem à cabeça que algum escorpião pode estar a espreita esperando para se exercitar sobre uma pele humana. Paranóias a parte, minhas turbinas já estavam ligadas e eu queria é caminhar!
A partir da gruta iniciamos uma caminhada de 3 horas. Pedro e Sandra andavam a minha frente enquanto eu gravava imagens para o vídeo. O sol já estava "maçarico" e tive de apelar mais uma vez para minha sombrinha verde que pode não ser muito convencional mas, ajudou muuuuuuuito!

No caminho encontramos algumas trilhas sinalizadas destinadas à pratica de mountain bike. Trilhas que recebem forte manejo e não interferem em nada sobre os caminhantes. Alguém saberia me responder quantos Parques Nacionais Brasileiros possuem trilhas destinadas a Mountain bike?!

Caminhamos por mais uma hora antes de chegarmos em um pequeno corredor de não mais de dez metros de largura por quatrocentos de comprimento. Esta passagem possibilita a descida de uma montanha em direção a Orange Kloof, onde está o abrigo da próxima noite.
Foi desapropriado de uma vinícola local. Sem ele não haveria ligação nenhuma entre duas partes do Parque. Hoje esta passagem atende bem aos excursionistas. Espera-se, entretanto, que também sirva de passagem para migração da fauna local.

Após caminhar pelo corredor foi preciso atravessar uma rua larga e entrar na área de Orange Kloof, onde existe uma das poucas florestas remanescentes na Península do Cabo. Por sorte, encontramos neste ponto uma banquinha, tipo camelô, que vendia uvas, bananas e mangas, era tudo que queríamos. Lembro que neste dia andamos muito e que na hora do pôr do sol ainda não havíamos encontrado o abrigo. Estávamos com fome e sede, o dia havia sido muito quente e muito mais árduo do que esperávamos.
Pensávamos que havíamos chegado ao abrigo mas, foi mera ilusão. Deste ponto em diante não havia mais sinalização e tivemos que andar por mais uma hora. A Sandra já estava no "bagaço". O vento estava aumentando e o sol ia se pondo. "Estávamos perdidos" e ao lado do abrigo sem saber, "Se fosse uma cobra mordia a gente".
Ok, nossos navegadores acharam o caminho (nada como um bom mapa) e chegamos à noite ao abrigo que, sem sombra de dúvidas, era um dos mais aconchegantes de todo o trajeto. Boas camas, lareira, café, chá e uma recepção tão simpática que dormimos como anjos sobre um deck de madeira ao calor de uma fogueira, produzida com madeira de reflorestamento previamente comprada e transportada por nossos carregadores que haviam chegado antes de nós.

Agora é esperar o dia seguinte e partir para o alto da Table Mountain.

Abraços,
Ivan, Sandra e Pedro.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Bico Maior de Friburgo - Vale da Sebastiana-RJ

Eram 6h30 da manhã e aos poucos os participantes de mais uma excurção do CEB (Centro Excursionista Brasileiro) começavam a chegar no ponto de encontro na Praça da Bandeira para mais uma excursão guiada pelo Berard e Claudia Bessa. Apesar de estarmos no inverno, a previsão do tempo indicava que o dia seria de sol e calor sem uma nevem no céu.
Ok, são 6h50 e o grupo estava formado com 08 participantes em dois carros. Partimos para o Vale dos frades que fica entre Teresópolis e Nova Friburgo.
Como de costume paramos no Posto Garrafão na subida da serra para o nosso café da manhã e para o habitual encontro com outros grupos que dali se dispersam para outras ao longo da Serra dso Órgãos. Tem dias que o encontro chega a ser comparado a uma mini Abertura de Temporada de Montanhismo, tamanho o número de amigos que disputam um lugar no balcão para um tão concorrido pão na chapa e com café com leite matinal.

Após nossa chegada em frente do sítio "Quinta do Pinhal", partimos por uma estradinha de terra, atravessamos uma ponte semi destruida e fomos seguindo a estradina meio trilha meio caminho de boi sempre em direção ao Bico maior que se descurtinava a nossa frente.


Foi necessário abrir duas porteiras e na segunda seguimos beirando a cerca a direita em subida reta pelo gramado alto. São uns 15 minutos até a chegada na rocha onde começamos a subir pelo caminho mais óbvio. A trilha estava muito fechada mas era seguir o caminho mais aberto em direção ao cume por uma rampa íngreme e logo alcansamos o cume. A empreitada não levou mais de hora e meia em rítmo médio.
Confraternizamos, lanchamos e aproveitei para tirara um cochilo pois, eu ainda não havia acordado totalmente. O dia estava clássico. Sol forte de inverno, vento fraco, céu azul e as montanhas ao redor brilhavam para alegria de nossas câmeras, tudo ótimo.
A descida foi tranquila e por volta das 15h chegamos de volta ao sítio onde deixamos os carros.
Caminhada "Leve Superior" mais pela demora em subir o lance íngreme por uma trilha mal definida.



Fica aqui meu abraço afetuoso a todos os participantes da excursão que proporcionaram mais um uma excursão maravilhosa. www.ceb.org.br
Excursão realizada no dia 02/julho/2011