segunda-feira, 11 de julho de 2011

Aniversário 50 anos do Parque Nacional da Tijuca 06/07/2011

No último dia 06 teve início as comemorações pelos 50 anos do Parque Nacional da Tijuca onde eu e Sandra estivemos conferindo o evento. Na parte da manhã tivemos a reinauguração do chafariz Grandjean de Montigny, localizado na Praça Afonso Vizeu, Alto da Boa Vista.

A etapa seguinte reuniu centenas de convidados no Jardim dos Manacás, onde foi realizada a inauguração da primeira trilha para portadores de necessidades especiais do Parque, nomeada Trilha Dom Pedro Augusto. A presidente em exercício do ICMBio, Silvana Canuto, após breve agradecimento, foi quem cortou a faixa e, oficialmente, abriu mais um espaço de visitação na Floresta. Ainda existem alguns ajustes a serem feitos, mas quem caminhou pela trilha, mesmo que por um curto trecho, pôde perceber a importância dessa novidade.

A festa de aniversário teve seu auge no restaurante Os Esquilos, ponto de importância histórica no Parque, receber uma legião de fãs, parceiros, funcionários e visitantes. Começava ali a solenidade dos lançamentos da Medalha Major Manoel Gomes Archer e do Selo Comemorativo do Parque Nacional da Tijuca, bem como as homenagens feitas pela organização do evento aos muitos colaboradores da instituição. Alceo Magnanini, primeiro administrador do Parque, foi um dos homenageados que recebeu a medalha em meio às salvas de palmas.

Ao longo deste ano ainda estão previstos vários eventos comemorativos, é ficar atento e não perder a festa.

"Fica nosso agradecimento ao pessoal do Blog do PNT que sempre divulga amplamente as notícias do parque".





terça-feira, 5 de julho de 2011

4° Dia de trilha entre Kommetje e Silver Mine 19km - Hoerikwaggo South África

Mais uma noite bem dormida em um excelente abrigo. Acordamos e a Sandra tratou logo de tomar um bom banho de água quente enquanto eu filmava e tirava fotos. Tomamos café da manhã, (todos os alimentos foram comprados previamente por nós e levados pelos carregadores junto com nossas roupas). Conhecemos um casal de idosos Sulafricanos que apenas passavam o fim de semana no abrigo e faziam curtas caminhadas pela praia ou pelas trilhas próximas. Disseram que costumavam frequentar os diversos abrigos do Parque em várias cidades do país e que era mais barato, natural e mais simpático do que ficar em hotéis que muitas vezes não apresentavam estrutura tão boa quanto ao abrigo. Neste ponto da excurção eu e Sandra caminhávamos com a maior vontade de chegar logo ao próximo abrigo e curtir o conforto de que não teriamos mais em trilhas tupiniquins, era um estímulo a mais...
Para não me alongar mais, é só conferir a descrição do abrigo no filme que postamos abaixo.

Estava tudo muito bom mas era hora de partir, a jornada seria longa, caminhada pela praia, subidas, descidas, subidas e mais subidas. Era o grande dia de subir a linda trilha de Chapman´s peak que na verdade já haviamos subido no ano anterior por outra trilha quando estivemos na África do Sul pela primeira vez.

Pedro nos lembrou que havia o risco da empreitada termina-se no escuro. O trajeto é longo e pesado. São19 km percorridos em quase 8 horas de pé na trilha.

Logo ao sairmos do abrigo, damos de cara com o farol de Slangkop, um dos muitos existentes na Península. A região é um cemitério de navios, centenas de embarcações naufragaram no litoral de Cape Town, que acabou ficando conhecido pelos marujos como Cabo das Tormentas.

Pra falar a verdade, eu não estava com nenhuma vontade de sair, é que o abrigo era muito aconchegante, a beleza do farol de Slangkop ao lado, o mar quebrando altas ondas a nossa frente, o som das gaivotas, céu azul e a senssação de liberdade era tão grande que eu simplismente estava em êxtase, por mim, ficari o dia todo curtindo aquele pedacinho do paraíso. Mas, tinhamos 5,5 km da praia para atravessar e o sol na região é igual ao nosso verão carioca. Antes de chegar ao início da caminhada pela praia, tivemos de caminhar dois quilômetros em uma passarela de madeira, construída para proteger a frágil vegetação de dunas e de banhados, ambas extremamente ameaçadas na África Meridional, tarefa que para mim apenas fazia aumentar minha sensação "céu na terra".
Bem, começamos a atravessar todo o trecho e o vento de mãos dadas com o sol não deram trégua, foi uma caminhada dura mas, chegamos lá.
No final da praia fizemos nossa parada estratégica e tomamos um banho para nos preparar para a subida íngreme e quente de Chapman´s peak.

A subida mescla degraus e trechos em zigue-zague pensados para mitigar a erosão. Enquanto isso, esplêndidas vistas de Hout Bay e Noordhoek Beach enganam o cansaço e estimulam frequentes paradas para apreciar a obra divina.

Ao chegar ao topo de Chapman´s Peak gravamos rapidamente porque o vento no cume era muito forte e tinhamos muito que caminhar ainda. Quando já estávamos descendo Pedro se deu conta que havia perdido seus óculos de sol, por sorte rebubinamos a gravação do vídeo e vimos que seus óculos haviam caído enquanto gravávamos no pico. Eu e Sandra ficamos na trilha e ele teve que dar mais um "tiro" até o pico para pegar os óculos.

Ok, vamos andando porque tinhamos que subir novamente. E tome morro acima! Só depois de topar a cumeeira de Noordehoek com 689 metros acima do nível do mar é que nossas pernas exaustas ganham o direito de acompanhar a força da gravidade enquanto nos levam ao abrigo de Silvermine.

Durante o percurso a trilha estava impecável, drenagens são ítens que não faltam na trilha e tudo com ótima manutenção, digna de primeiro mundo, um luxo!

Mais uma hora e meia de dureza nos músculos, temperada por um panorama belíssimo. Quando finalmente chegamos à represa de Silvermine o dia já vai querendo se fazer noite.

Na represa arriscamos um banho rápido para aliviar o cansaço. Nestes lugares é bom tomar cuidado pois, eu não vi uma pedra grande e encalhei na terceira braçada, pronto, ganhei uns belos arranhões no peito que me fizeram inaugurar meu estojo de primeiros socorros, nada grave mas, doeu bastante na hora. Sandra ficou preocupada e Pedro ria e me sacaneava sem parar.

Tudo bem, estávamos em "casa", era hora de curtir a mordomia de mais um excelente abrigo de montanha e para variar, nossas bagagens já estavam lá nos esperando. Agora era tomar banho, cozinhar e relaxar para o dia seguinte de caminhada até Orange Kloof

Vale lembrar que haviamos encomendado no abrigo anterior, um saco de lenha para fazermos uma fogueira ao anoitecer. Vale lembrar que é proíbido cortar lenha para fogueioras, neste caso você pode encomendar um saco, similar aos de gelo aqui no Brasil. Depois é só utilizar um local apropriado ao lado do abrigo com mesa e bancos para a pratica de churrascos ou fogueira.

terça-feira, 21 de junho de 2011

3ª Dia de trilha entre Simonstown e Kommetje 11km - Hoerikwaggo South África

São 7h da manhã, dentro de nosso quartinho de hotel observo uma forte neblina pela minha janela entre o mar e nosso hotelzinho. Sandra ainda desmaiada não esboça nenhuma reação. Uma centena de ciclistas passam a minha frente, fim de semanan é dia de pedalar de Cape Town até Simonstown.
Aos poucos vamos nos preparando para o início do terceiro dia que, segundo nosso amigo Pedro, seria um dia bem mais leve, apenas 11km.

Iniciamos a caminhada tarde, por volta das 10h e o sol forte do verão
sulafricano já mostrava suas garras.
Uns oito minutos de subida por uma ladeira íngreme até a entrada da trilha. Logo cruzamos uma pista onde consultamos o mapa novamente. Era só seguir em frente e cruzar por uma pequena fazenda e subir uma trilha em zigue zague e alcansar o platô, depois caminhar até a represa de Kleinplaas e nos refrescar. Caminhada tranquila onde vários moradores levam os cães para se exercitar em uma trilha bem traçada com disponibilidade de mapas suficiente para qualquer criança ter seu "domingo no parque" quero dizer, na montanha.

Encontramos vários grupos de escoteiros que foram passar a noite na montanha, era fim de semana de lua cheia e o tráfego estava intenso na trilha. O Escotismo é uma práitca nacional bem difundida na África do Sul, não é a toa que podemos encontar várias lojas de montanhismo na Cidade do Cabo, eu mesmo havia virado frequentador assíduo de uma dessas lojas que, apresentam uma qualidade e preços poucas vezes encontrados no Brasil. Às margens da represa fizemos um segundo café da manhã reforçado com suco, yogurt, batatinha, pão, queijo, banana e maçã. Ok, estávamos prontos para seguir em frente quando percebemos rajadas de vento muito forte e uma nuvem gigantesca em nossa direção. A fama de que as condições de tempo mudam muito rápido na África dava seu recado. Olho para a represa e vejo os grupos saindo o mais rápido possível e nós estávamos caminhando na direção oposta, ou seja, a tormenta parecia cada vez maior a nossa frente. Um vento forte e frio cortou nossa frente, a represa ficava para tráz e por sorte ou não pegamos a bifurcação errada, o que nos levou para o outro lado da montanha nos afastando da tormenta.

Engano a parte, encontramos novamente a placa "Green Flag". É que existe na África do Sul um instituto que emite certificados de qualidade para trilhas (uma espécie de ISO-Trilhas). Para que um caminho seja aprovado, a drenagem tem que estar bem feita, a trilha limpa e desobstruída, os atalhos fechados, os trechos íngremes dotados de degraus e os abrigos em bom estado. Qualquer um que tenha prática considerável de caminhadas, percebe logo a diferença entre uma trilha assim (que é o caso da Hoerikwaggo) e outras com manutenção inferior. Na verdade não chegamos a nos perder, apenas tomamos um outro caminho que não estava em nossos planos e acabamos visitando sem querer uma famosa township(favela sulafricana). Descemos em silêncio, com a respiração presa e o ... apertado. Bem diferente do Brasil onde poderiamos ter encontrado alguma surpresa pela frente armada até os dentes. Mas a verdade é que estava um sol tão forte que ninguém se arriscava a por a cabeça naquele maçarico. Contornamos o local e nos deparamos com um conjunto habitacional que foi construido para dar melhores condições de urbanismo aos negros poucos favorecidos ou "nada" do continente africano.

Tudo deu certo e logo estávamos subindo outra montanha mais a frente. Lugar estranho, estava tudo queimado, triste de ver, parecia um deserto. Lembro que Sandra ficou na maior deprê por ter visto tamanha destruição. tratamos de seguir rápido e chegar ao outro lado da montanha. O sol cada vez mais forte não dava trégua.
Começamos a então a sentir uma brisa mais suave vinda do mar. À direita avistei o pico Chapsman (que vamos subir no dia seguinte) e mais abaixo entre nós e o mar o farol de Kommetje, onde passaríamos a próxima noite. Ainda paramos para tirar umas fotos em mais uma casamata construída pelo exército sul-africano durante a Segunda Guerra Mundial.

O farol estava lindo, brilhante, todo imponente com seus 33 metros e uma luz dourada do entardecer, estonteante! Lembro que a cena do farol foi uma das coiasa que mais me marcou na caminhada, parecia um portal, um oásis, algo mágico que transformou a arides da subida queimada e do maçarico solar na cabeça de minutos atráz parecerem carinho dos deuses, parecia mesmo uma cena de filme. Incrível como o excursionismmo te leva em poucos minutos da disolação ao êxtase de sentir-se em uma cena de filme.

A descida foi tranquila. De lá para o abrigo foi um pulo. Menos de quinze minutos ladeira abaixo.

Quanto ao abrigo, nem sei como explicar, um verdadeiro capítulo a parte, algo "desumano" para nós trilheiros tupiniquins. Nosso amigo Pedro mesmo estando acostumado a cabritar pelos parques ao redor do planeta não exitou e começou seu discurso.
"O abrigo foi projetado por um arquiteto-paisagista. De longe é quase imperceptível, pois se mescla muito bem com a natureza à sua volta. Possui seis chalés com duas camas cada um. As paredes e o teto de cada chalé são de lona. Já o chão é de madeira proveniente da retirada de espécies exóticas, que começam a ser erradicadas de florestas nacionais incorporadas ao Parque.
Também de madeira de pinus e eucaliptus é a área de convívio do abrigo. Um enorme salão com lareira, mesa, cadeiras e uma cozinha completa com panelas, copos, pratos e talheres – tudo com o logotipo do Serviço de Parques".

Hora de descansar mas, com detalhe. Os carregadores do Parque já deixaram nossas mochilas com roupas e comida no abrigo, é pegar o material, tomar banho, cozinhar e curtir sem dor nas costas!


Na próximo post, iremos de Kommetjie até Silvermine. Vai ser um dia bastante longo e cansativo, mas com praia, naufrágios, montanha e muita subida...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

2º Dia de Trilha entre Smitswinkel Bay e Simonstown 15km - Hoerikwaggo - South Africa

Após bela noite de sono em um abrigo do Parque (melhor que muito hotelzinho), era hora de preparar o café da manhã. Tarefa fácil em um abrigo que possui cozinha fartamente equipada com geladeira, fogão, microondas, torradeira e todo material necessário para um bom "breakfast", só tivemos o trabalho de pegar nossos mantimentos que foram levados pelos carregadores no dia anterior. Pode parecer esquisito mas, esta prática de contratar carregadores, para nós brasileiros ainda soa muito estranho mas, para os sul africanos é coisa corriqueira como quem contrata um serviço de guia em hotéis. Neste caso, o própio serviço de Parques Sul Africano oferece esta opção aos caminhantes. São carregadores treinados e credenciadas para tal.

O abrigo de Smitswinkel bay é acessível a automóveis e, como era sábado, nesse trecho ganhamos o reforço de um casal de amigos sul-africanos; André e Marike. André tem 36 anos e trabalha no ICLEI, uma ONG ambientalista . Marike, é veterinária e está na casa dos 55 anos. Caminhou a vida toda e tem o preparo físico de uma adolescente. Juntou-se ao nosso grupo como uma forma de treinar para a temporada que vai passar nas montanhas do Drakensberg em meados do ano. Coitadinha, não sabia que teria um dia de "maçarico" na cabeça.
Em um só tiro vamos do nível do mar ao topo de Swartkop, que está a 650 metros de altitude. Em menos de uma hora o abrigo fica pequenino. Marike foi a primeira a sentir os 40 graus de calor e a subida íngreme, pediu arrego. Logo em seguida Sandra colocou a língua pra fora. Eu e Pedro, antes de darmos vechame procuramos uma fenda em uma rocha que serviu de abrigo do sol, ou melhor, do maçarico que trabalhava a todo gás. Fomos subindo assim, de grão em grão até o cume mais alto, Swrtkop.

O visual era magistral, de um lado o Atlântico e do outro o Índico, céu azul e a montanha brilhava, eu estava em êxtase. Mas o sol...

Muitas fotos, filmagens e arrepios, que lugar... Não me lembro de ter caminhadao por trilha mais extasiante. Verdadeiro programa de índio, ou melhor, de deuses(para quem, gosta é claro!), subir, subir e subir... Suando a bicas e se hidratando o tempo todo fomos atravessando uma a uma as montanhas a nossa frente. Não havia uma única árvore a servir de testemunha de nossa subida, apenas arbustos, pedras e um visual de tirar o fôlego.

E tome subida. De acordo com o mapa, estávamos sempre na última. De acordo com a realidade, na melhor das hipóteses, aquela trilha recém galgada era a penúltima. Muitas ante-penúltimas foram vencidas até finalmente a cidade de Simonstown aparecer lá embaixo. Podiamos ver a praia, a água clara e banhistas se divertindo com suas bóias. Era de dar água na boca...

Mesmo sem estarmos com mochilas cargueiras às costas, levamos seis horas e meia para cobrir a distância. Tem coisas que só vivenciando podemos entender, eu não estava sentindo a menor falta da minha cargueira, apesar de amá-la muito, eu estava curtindo aquele treking de maneira poucas vezes possíveis em nosso país. Caminhar tantas horas e só carregar a mochilinha de ataque, poder chegar em um abrigo de montanha decente e ainda encontrar meus pertences parecia um sonho, que para muitos na África do Sul era realidade a muitas décadas.

O dia ia passando e o calor só aumentava, eu começava a ficar preocupado com a Sandra, se eu estava fritando imagina ela que não é nem de longe fã de sol como eu! A gatinha foi guerreira, em nenhum momento pensou e dar uma de patricinha!

A trilha não tinha o que errar, era só tocar pra baixo seguindo o caminho de pedras, por sinal meio abandonado mas mesmo assim em melhores condições do que muita trilha famosa em nossos parques.

O caminho para baixo é íngreme. Acompanha um antigo mecanismo de vários guindastes, cabos de aço e roldanas que servia para transportar equipamento pesado entre a base naval de simonstown e o campo de tiro da Armada, localizado em cima do morro.

Aos poucos fomos chegando na cidade. Fomos direto para um bom restaurante na beira, mas antes parei na primeira sombra que achei entre uns caras que vendiam artezanato, sentei entre eles i fiquei alguns minutos ali mesmo. Sandra já estava bem melhor, Marike traumatizado com o maçarico e Andrei estava bem. Pedro é forte, gosta de sofrer em silêncio mas, no fim também atinge o êxtase que os excursionistas tanto buscam ao subir as montanhas tanto no gelo ou no calor.

Fomos para dentro d'agua, mas é rápido, quase relâmpago, pois as águas da Baía Falsa, que banha Simonstown, têm a maior concentração de tubarões brancos do mundo. E eles não brincam em serviço. Todos os anos dois ou três banhistas e mais um par de surfistas acabam virando comida de um desses peixões.

Em Simonstown existe um tipo de Projeto Tamar para pinguins, isto mesmo, pinguins em uma praia protegida que recebe inúmeros visitantes todos os anos, é só pagar e entrar, alto nível!

Ao chegar no restaurante não exitei e pedi água e sorvete, não sei porque mas a coisa que eu mais queria era tomar um sorvete, muito sorvete... Cervejinha "Savana" com gelo e uma bela macorranada, eu nem estava com muita fome mas, a comida na África do Sul é ótima, os caras cozinham bem pra caramba.

Final de tarde agradável, porém dia pesado. Caminhamos muito e as pernas não estavam mais afim de nada.
Simonstown é a única parada da travessia Hoerikwaggo que não possue abrigo do Parque. Na verdade a cidade é turística, pacata e possue hotelzinho e hostel, mercadinhos e restaurantes, além da praia dos pinguins que vale a pena ser visitada.



Andrei e Marike tomaram rumo mas, não sem antes apelidar Pedro de "SADIST", para Marike, Pedro tentou assassiná-la na montanha e fritá-la com o próprio sol do verão sul-africano que não deixa nada a dever ao mais ardente verão carioca.

Achamos um hotelzinho e tibum na cama. Eu e Sandra ainda saimos a noite para tomar um suco pois, minha sede ainda não havia terminado. Eu estava meio desidratado e precisa repor para o dia seguinte. Pedro empacotou direto até o dia seguinte mas, o terceiro dia agente conta na próxima.
Até lá...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

1º Dia de Trilha entre Cape Point e Smitswinkel Bay 14km - Hoerikwaggo - South Africa

Olá pessoal,
Chegou o dia de começar a caminhar. Acordamos cedo e finalmente partimos para o nosso primeiro percurso de 15km.
Um dia lindo de céu azul, quente e com um vento agradável.Os carregadores partiram na frente levando nossas roupas e alimentos que iremos cozinhar nos abrigos durante sete noites.
Nosso amigo Pedro parte na frente e durante a caminhada vai narrando sobre as párticularidades do Cabo da Boa Esperança.
- O Local não foi escolhido por acaso. O grosso da navegação entre a Ásia e a Europa passa pelo Cabo da Boa Esperança. Por isso mesmo o local era um dos prediletos dos submarinos alemães incumbidos de afundar embarcações destinadas a abastecer a Inglaterra na Segunda Guerra Mundial. O abrigo Erica, onde pernoitamos, foi construído nesse período para alojar a guarnição da bateria cuja missão era localizar e por a pique esses submersíveis. Não há ponto em toda a Península que comande vista mais ampla. A Guerra acabou mas a vista é eterna.

Na verdade o início da caminhda é um descida até o nível do mar onde podemos ver alguns animais como avestruz, baboons e alguns antílopes. Chegando na praia seguimos por um trilha que vai serpenteando a beira do mar até começarmos a subir depois de duas horas de caminhada. O sol começava a encomodar e o verão sul-africano não difere muito do verão carioca que beira os quarenta graus. Estrategicamente a trilha passa por um dos vários centros de visitantes do parque Nacional da Montanha da Mesa onde podemos nos alimentar e comprar algo gelado para afastar o calor. O Centro de visitantes é uma antiga sede de fazenda colonial desapropriada pelo Serviço de Parques Sul-africano para servir basicamente de apoio aos caminhantes e aos inúmeros visitantes do Parque. Pedro não exita e dispara:
- Fazer a trilha passar pelo Centro de Visitantes é uma bela estratégia de manejo. Convida o excursionista a ler sobre a história, as atrações e os desafios do Parque que percorre.
Aproveitamos o pit-stop e fomos observar os painéis com gráficos bem elaborados onde está explicado o processo de reintrodução de antílopes na Reserva do Cabo da Boa Esperança. Também ali estão explanados os males causados por espécies exóticas como o gato doméstico, a cabra himalaia , o eucalipto e a acácia, que sem controle, poderiam se expandir sobre o ecossistema de fynbos, que é o menor e mais diverso reino floral do planeta.

Até aqui estávamos ótimos, primeiro dia de caminhada por uma trilha bem manejada, limpa e sinalizada nos convidava ao êxtase e o mar apesar de frio estava cada vez mais convidativo. Quase quatro horas de caminhada e chegamos ao último trecho onde poderiamos tomar um banho de mar. A "Venus Pool", uma piscina natural de pedras foi iressitível e todos foram dar um tibum. Água gelada "freezen" do índico para mim e Sandra se tornou um banho de gato bem aproveitado em quanto Pedro não hesitou em dar vários mergulhos.

Agora é hora de voltar a subir. Um trecho bastante ígreme mas, concebido em ótimo zigue-zague e degraus de contenção e ótimos canais de drenagem confeccionados com pedras com objetivo de terem longa vida. Em algumas árreas podemos encontrar intervenções de concreto muito bem camufladas pela ação das emtemperes. Apesar de ter um uso intenço, atrilha se apresenta em ótimo estado de conservação.

Chegamos a um monumento que nosso amigo não tardou a explicar:
- Este monumento erigido pelos colonizadores flamengos a Vasco da Gama, que foi um dos primeiros marujos a dar a volta redonda ao Cabo.

O dia vai passando e as canelas vão dando os primeiros avisos de cansaço, quando Sandra viu mais uma subida íngreme desabafofou:
- Isto não acaba!? Pedro, cadê o abrigo?!
- Calma Sandrinha, de acordo com o mapaa, já está chegando, do alto deste morro veremos o abrigo, assim espero!

Ao chegar no topo do pico Judas com 319 metros e mais de cinco horas de caminhada, fomos contemplados com uma visão maravilhosa de todo o trajeto que trilhamos. Um vento forte vez amenizar o calor de mais de trinta graus que queimava nossas cacholas. Hora para gravar e tirar lindas fotos. LINDO, LINDO E LINDO. Ficamos estupefados com tanta beleza e para nossa alegria o mapa indicava certo, o abrigo Smistswinkel Bay estava logo ali, talvez dez ou quinze minutos de caminhda ladeira abaixo.

O Sol já começava a baixar e nós partimos para o abrigo onde nossas roupas e alimentos esperavam por nós, parecia um sonho!

Chegamos cansados mas, foi só tomar um banho preparar uma boa janta e dormir como anjos.
próxima vamos mostrar como é caminhar pela crista de uma montanha entre o Atlântico e o Índico.











Abraços,
Ivan, Sandra e Pedro.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Abertura da Temporada de Montanhismo 2011 - RJ

Olá pessoal,
Finalmente consegui terminar de editar o vídeo que gravamos na festa da ATM 2011.
Após alguns anos sem oferecer nehuma novidade e até sofrendo pequena retração, nossos amigos voluntários da organização, fecharam uma importante parceria com a RioTur e deram a volta por cima, realizando um evento como não se via a alguns anos.
Foram montadas paredes de escalada, sala para palestras, palco com banda tocando Rock'n Rool ao vivo e o tradicional sorteio de equipamentos de montanha. Neste ano também tivemos lançamento de livros e distribuição de Mate Leão pra galera.




Esperamos que tenham gostado da festa e dedicamos este vídeo a todos os excursionistas e amigos que de alguma maneira contribuiram para realização da ATM 2011.
Fica aqui nosso parabéns pelo excelente evento realizado e nosso desejo que possamos estar juntos novamente em 2012 confraternizando com muita Paz, Amor e Harmonia.



Olá Pessoal,
A Abertura da Temporada de Montanhismo 2011 será neste próximo domingo (01/maio) na Urca. Este ano a RioTur fará parceria com a comissão organizadora e parece que está rendendo bons frutos.
Também teremos o lançamento de dois livros no evento.
O 1° será o Guia de escaladas da Zona Sul e das Ilhas Costeiras do Rio de Janeiro, de autoria de André Ilha e Kika Bradford e com diagramação de Rodolfo Campos. O guia abrange 283 vias e variantes, com 320 páginas tudo em cores, com quase 100% das vias incluídas em fotodiagramas, além de muitas fotos de ação para torná-lo mais atraente.

O 2° será o Guia de Trilhas do Parque Estadual do Desengano, que trará informações sobre o terceiro maior parque estadual do Rio de Janeiro, que tem 22400 hectares e está situado entre os municípios de Santa Maria Madalena, Campos dos Goytacazes e São Fidelis, e apesar de ter trilhas, cachoeiras e montanhas belíssimas é um lugar praticamente desconhecido da população, inclusive a maioria dos excursionistas.

O guia de 336 páginas a cores mostrando mapas, fotos e gráficos, abordando 19 trilhas ou atrativos do Parque. O guia foi produzido pelo Instituto TerraBrasil com apoio do Francesco Berardi e Claudia Bessa além de outros excursionistas do Clube Excursionista Brasileiro.
A edição é pequena com apenas 1.000 exemplares que serão destinados a entidades ambientalistas mas, será disponibilizado na íntegra no site do INEA.

"Esperamos que este maravilhoso Parque criado em 1970, saia enfim do anonimato e cumpra sua função educativa através do uso público conciente e ordenado. Para tanto estamos reformando todo o complexo da sede do Parque em Santa Maria Madalena, inclusive seu centro de visitantes, informou André Ilha".

Lembrando que a ATM faz parte do calendário oficial de eventos da cidade.
O evento como sempre será ótima oportunidade para rever os amigos de excursionismo e conhecer um pouco mais sobre o esporte que a cara do Rio.
Praça General Tibúrcio-Urca. A partir das 9h da manhã.

Quem quiser conferir como foi a Abartura do ano passado-2010 é só acessar o vídeo que gravamos ano passado no local.
É só clicar e conferir:
ATM 2010

Agente se encontra por lá.
Abraços,
Ivan e Sandra