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quarta-feira, 24 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
Projeto Pedra da Gávea "Amando e Preservando"
INTRODUÇÃO
A trilha da Pedra da Gávea vem sendo ao longo dos anos uma das trilhas mais visitadas do Parque Ncaional da Tijuca e do pais, tendo sido já registrado em seu platô cerca de 200 excursionistas em um único dia de domingo. Por estar situada no Setor C, distante alguns quilometros da sede administrativa do Parque onde fica situado o QG da fiscalização (praticamente inexistente), a trilha raramente recebeia qualquer tipo de fiscalização ou monitoramento oficial do Parque. As várias trilhas que partem de luxuosos condomínios, estradas próximas ou comunidades carentes que se instalaram em torno do Parque também são de grande relevância no fator "lotação" das trilhas da P. Gávea.
O fácil acesso ao início da trilha por meio de veículos particulares ou transportes coletivos permitem que muitos visitantes cheguem facilmente ao início da trilha.
Por se tratar de uma trilha de forte aclive e muito próxima ao mar, as águas pluviais constantemente escoam pelas trilhas em grande volume e velocidade causando grande impacto em suas trilhas. Esta erosão pluvial costuma causar grande impacto erosivo o que acaba induzindo os excursionistas a procurarem caminhos menos escorregadios para sua ascenção. O resultado mais comum para esta equação é a formação de longos atalhos impactantes à fauna e flora ao redor da trilha.
Após anos caminhando pelas trilhas da Pedra da Gávea e sempre observando a degradação crescente, o Grupo Terralimpa em parceria com o Parque Nacional da Tijuca e amigos voluntários dão início em 2004 ao projeto de revitalização e recuperação das trilhas da Pedra da Gávea. Um dos objetivos principais do projeto era diminuir o impacto ambiental por erosão que em grande parte era causado pela intensa visitação e principalmente por falta de manutenção periódica por parte do Parque.
- Confecção de degraus de contenção de erosão.
A recuperação dos trechos erodidos e escorregadios através de degraus de contenção e estacas foram amplamente realizados. Desta forma os excursionistas poderiam transitar normalmente pela trilha sem causar impacto na mesma e também evitariam que procurassem ou formassem atalhos erosivos a fim de facilitar sua ascenção. Inicialmente trabalhamos com troncos de madeira "Sabiá" no tamanho de 75,0cm de comprimento e 10,0 a 15,0 cm de diâmetro. As estacas de "maçaranduba" tem em média 35,0cm de comprimento e os mais diversos diâmetros. Nos trechos mais distantes onde gastávamos em média duas horas para chegar ao ponto de trabalho percorrendo a trilha de forte aclive carregando o material nas mãos e em mochilas carrgueiras o que causava um desgaste muito grande por parte dos voluntários, acabamos substituindo estes degraus de "Sabiá" por degraus feitos de caibros de "Maçaranduba" (7,0 x 4,0) e 90,0cm de comprimento.

- DrenagemAs drenagens foram inicialmente confeccionadas com troncos de "Sabiá" cortados no sentido longitudinal com o comprimento de 1,50 metros e estacas de maçaranduba. Depois passamos a utilizar a Maçaranduba para confeccionar as drenagens.
- Instalação de sinalização indicativa e educativa Usamos o padrão de sinalização utilizadas pelo PNT (Setas de madeira "Ypê" com nomes pintados e verniz de proteção). Também utilizamos pregos de cobre que não enferrujam e assim não fazem mal às árvores. Placas de PVC com textos educativos em recorte eletrônico e laminadas com vinil transparente para protegê-la de pixações e auxiliar em posteriores limpezas. Setas amarelas e vermelhas foram pintadas em rochas e árvores ao longo da trilha principalmente próximo a bifurcações. Os tótens da entrada da trilha foram recuperados e adicionado mapa da trilha.
- Educação ambiental
Hoje o visitante recebe sacolas oxibiodegradáveis com textos educativos ao passarem pela guarita no início da trilha (regras de boa conduta em Parques).

- Fechamento de atalhos, correção dos agentes de erosão reorganização do traçado original da trilha.
Para os fechamentos de atalhos utilizamos arames galvanizados, placas de sinalização, cercas confeccionadas com bambus nativos e principalmente plantio de mudas que foram retiradas das proximidades. Troncos e serrapilheira (resto de folhas e galhos) foram amplamente utilizados. Os fechamentos de atalhos normalmente ocorrem em 04 etapas:
- 1ª Etapa
Recuperação ou reabertura do traçado original deixando-o ápito para receber com segurança e comodidade os excurcionista sem causar impacto ao local. Neste caso normalmente utilzamos degraus de madeira para conter a erosão.
- 2ª Etapa
Fechamento do atalho por meio de arames, cordas, bambus, arames, placas e etc...
- 3ª Etapa
Descompactação do solo com ferramentas. Plantio de mudas existentes no entorno, camuflagem com serrapilheira para que o atalho perca a aparência de trilha transitável.
- 4ª Etapa
Manutenção periódica do fechamento do atalho até os excursionistas voltarem a se habituar com o "novo" traçado. Obs. A manutenção nos seis primeiros meses é fundamental para o sucesso do fechamento do atalho. Normalmente os excursionistas que frequentam assiduamente o local, tendem a querer continuar a transitar pelo atalho fechado, muitas vezes ignorando, furtando ou danificando as placas indicativas.
- Pegadores metálicos
Para os fechamentos de atalhos utilizamos arames galvanizados, placas de sinalização, cercas confeccionadas com bambus nativos e principalmente plantio de mudas que foram retiradas das proximidades. Troncos e serrapilheira (resto de folhas e galhos) foram amplamente utilizados. Os fechamentos de atalhos normalmente ocorrem em 04 etapas:
- 1ª Etapa
Recuperação ou reabertura do traçado original deixando-o ápito para receber com segurança e comodidade os excurcionista sem causar impacto ao local. Neste caso normalmente utilzamos degraus de madeira para conter a erosão.
- 2ª Etapa
Fechamento do atalho por meio de arames, cordas, bambus, arames, placas e etc...
- 3ª Etapa
Descompactação do solo com ferramentas. Plantio de mudas existentes no entorno, camuflagem com serrapilheira para que o atalho perca a aparência de trilha transitável.
- 4ª Etapa
Manutenção periódica do fechamento do atalho até os excursionistas voltarem a se habituar com o "novo" traçado. Obs. A manutenção nos seis primeiros meses é fundamental para o sucesso do fechamento do atalho. Normalmente os excursionistas que frequentam assiduamente o local, tendem a querer continuar a transitar pelo atalho fechado, muitas vezes ignorando, furtando ou danificando as placas indicativas.
A principal finalidade do pegador metálico não é de facilitar a progressão de excursionistas menos preparados, e sim evitar que eles saiam da trilha principal. A instalção destes grampos são realizadas basicamente com a finalidade de sugerir um caminho menos danoso ao meio ambiente a ser preservado com um menor pisoteamento da vegetação às margens do traçado original da trilha, com o consequente alargamento da mesma; Normalmente estes grampos são instalados em rochas com o auxílo de furadeiras a bateria onde a trilha possui aclive muito acentuado e de pouca aderência. Muitas vezes quando somos abordados na trilha, normalmente explicamos que não se faz necessário a instalação destes facilitadores metálicos e que só fariamos a instalação se houvesse o perigo de haver pisoteamento da vegetação às margens da trilha ou risco eminente de vida.
- Voluntariado
- Voluntariado
O Projeto está sendo quase todo realizado por mão de obra voluntária, tendo o Parque Nacional da Tijuca cedido algumas vezes equipes para trabalhar na trilha. A maioria dos voluntários são de clubes excursionistas, simpatizantes, ONGs, e amigos em geral.
- Apoio moral e material
- Apoio moral e material
Para compra de material utilizado nos trabalhos de campo, contamos com a ajuda de algumas lojas de montanhismo e outras iniciativas privadas que simplismente acreditam no trabalho voluntário e ajudam com suas possibilidades sem nada pedir em troca, além do apoio material que alguns voluntários sedem ao projeto.
- Resultados
Após cinco anos de Projeto , podemos perceber uma enorme melhoria em vários trechos da trilha.
- Grande aceitação do projeto por parte dos excursionistas que frequentam as trilhas;
- Recuperação de boa parte da vegetação no interior dos atalhos que foram fechados;
- Término da erosão em grande parte dos trechos trabalhados;
- Grande melhoria na drenagem de toda extensão da trilha;
- Preservação da vegetação ao redor da trilha;
- Menor índice de acidentes;
- Maior facilidade e rapidez de acesso a vários pontos da trilha por parte de equipes técnicas e fiscalização do Parque e também de busca e salvamento;
- Conscientização da importância do trabalho voluntário em unidades de conservação.
Uma das principais conquistas foi a instalação de uma guarita de fiscalização do parque no início da trilha na estrada Sorimã com vigilantes de plantão 24h.
- Algumas conclusões- A boa utilização do trabalho voluntário depende muito mais de planejamento, organização, comando e metas claras do que grande quantidade de voluntários na trilha. O bom trabalho voluntário como todo trabalho em equipe depende de uma boa administração.
- Os pegadores metálicos são muito mais eficientes do que cabos de aço ou correntes fixadas para ascenção, além de baixo custo de manutenção.
- Mudas retiradas do entorno dos locais a serem plantados tem muito mais chanse de vingarem do que mudas trazidas de viveiros longe da área a ser plantada.
- Acreditamos que este trabalho de recuperação da trilha utilizando essencialmente mão de obra voluntária possa ser utilizado em várias unidades de conservação já que o número de pessoas que desejam ser voluntárias em Parques é significativa e levando em consideração uma boa estrutura organizacional.
Após cinco anos de Projeto , podemos perceber uma enorme melhoria em vários trechos da trilha.
- Grande aceitação do projeto por parte dos excursionistas que frequentam as trilhas;
- Recuperação de boa parte da vegetação no interior dos atalhos que foram fechados;
- Término da erosão em grande parte dos trechos trabalhados;
- Grande melhoria na drenagem de toda extensão da trilha;
- Preservação da vegetação ao redor da trilha;
- Menor índice de acidentes;
- Maior facilidade e rapidez de acesso a vários pontos da trilha por parte de equipes técnicas e fiscalização do Parque e também de busca e salvamento;
- Conscientização da importância do trabalho voluntário em unidades de conservação.
Uma das principais conquistas foi a instalação de uma guarita de fiscalização do parque no início da trilha na estrada Sorimã com vigilantes de plantão 24h.
- Algumas conclusões- A boa utilização do trabalho voluntário depende muito mais de planejamento, organização, comando e metas claras do que grande quantidade de voluntários na trilha. O bom trabalho voluntário como todo trabalho em equipe depende de uma boa administração.
- Os pegadores metálicos são muito mais eficientes do que cabos de aço ou correntes fixadas para ascenção, além de baixo custo de manutenção.
- Mudas retiradas do entorno dos locais a serem plantados tem muito mais chanse de vingarem do que mudas trazidas de viveiros longe da área a ser plantada.
- Acreditamos que este trabalho de recuperação da trilha utilizando essencialmente mão de obra voluntária possa ser utilizado em várias unidades de conservação já que o número de pessoas que desejam ser voluntárias em Parques é significativa e levando em consideração uma boa estrutura organizacional.
O projeto continua sendo realizado em fins de semanas alternados.
Para quem desejar saber mais ou ajudar de alguma forma é só entrar em contato pelo e-mail:
Por:
Ivan Amaral
terça-feira, 9 de março de 2010
Mapa da trilha
Atualmente existe no início da trilha para a Pedra da Gávea (final da estrada Sorimã) um tótem com informações básicas como regras de conduta e um mapa detalhado da trilha. O visitante também irá encontrar uma guarita onde vigilantes patrimoniais do Parque Nacional da Tijuca fazem um controle dos visitantes e distribuiem sacolas oxi-biodegradáveis além de prestar pronto atendimento nos casos de segurança e primeiros socorros. A guarita possue vigilantes 24h por dia e vale a pena lembrar que oficialmente não é permitido o pernoite na Pedra da Gávea.


Reflorestamento do Parque e Major Archer

No século XIX começou a faltar água no Rio de Janeiro e as zonas de recarga dos aquíferos e nascentes que abasteciam a cidade tiveram de ser recuperadas com o plantio de árvores.
Segundo Armando Antônio de Brito Neto, "pela primeira vez - em toda a história da raça humana - promoveu-se a recuperação de uma área devastada pela ação do homem e que fora destruída, e isto ocorreu quatro anos antes que Haeckel viesse a criar o vocábulo ecologia".
Nessa época, a Tijuca ainda era um misto de zona rural, ocupada por uma população de hábitos urbanos que aos poucos ia transformando suas casas de campo em residências permanentes. No ano de 1812, embora continuasse como freguesia rural, ocorreu uma intensa ocupação da área e, a partir de 1818, o governo começou a tomar medidas para coibir o desmatamento, proibindo a derrubada da mata nos mananciais dos rios Paineiras e Carioca, medida que não teve os resultados esperados.
A grande seca de 1844 acelerou o processo e o restante da mata, ainda abundante nos morros, foi devastado para o plantio do café. Com os mananciais que abasteciam a Cidade seriamente ameaçados, a falta de água fez com que D. Pedro II determinasse o reflorestamento da área, empreitada iniciada em 1861 e conduzida sob a direção do Major Manuel Gomes Archer e do administrador Thomás Nogueira da Gama.
O Major Archer reflorestou as matas da região da Tijuca durante 13 anos, plantando cerca de 80 mil mudas de espécies variadas de árvores, nativas e exóticas.
Já Thomás Nogueira da Gama recuperou durante 25 anos as matas do Sumaré e das Paineiras, plantando mais de 20 mil mudas de árvores.
Até hoje a população do Rio de Janeiro é abastecida pela água dos mananciais recuperados e a Floresta da Tijuca tornou-se um dos principais pontos turísticos da cidade.
Fontes:Plano Estratégico da Cidade do Rio de Janeiro - TijucaBrito Neto A.A. Floresta da Tijuca, a primeira restauração da natureza no mundo. 1990
Segundo Armando Antônio de Brito Neto, "pela primeira vez - em toda a história da raça humana - promoveu-se a recuperação de uma área devastada pela ação do homem e que fora destruída, e isto ocorreu quatro anos antes que Haeckel viesse a criar o vocábulo ecologia".
Nessa época, a Tijuca ainda era um misto de zona rural, ocupada por uma população de hábitos urbanos que aos poucos ia transformando suas casas de campo em residências permanentes. No ano de 1812, embora continuasse como freguesia rural, ocorreu uma intensa ocupação da área e, a partir de 1818, o governo começou a tomar medidas para coibir o desmatamento, proibindo a derrubada da mata nos mananciais dos rios Paineiras e Carioca, medida que não teve os resultados esperados.
A grande seca de 1844 acelerou o processo e o restante da mata, ainda abundante nos morros, foi devastado para o plantio do café. Com os mananciais que abasteciam a Cidade seriamente ameaçados, a falta de água fez com que D. Pedro II determinasse o reflorestamento da área, empreitada iniciada em 1861 e conduzida sob a direção do Major Manuel Gomes Archer e do administrador Thomás Nogueira da Gama.
O Major Archer reflorestou as matas da região da Tijuca durante 13 anos, plantando cerca de 80 mil mudas de espécies variadas de árvores, nativas e exóticas.
Já Thomás Nogueira da Gama recuperou durante 25 anos as matas do Sumaré e das Paineiras, plantando mais de 20 mil mudas de árvores.
Até hoje a população do Rio de Janeiro é abastecida pela água dos mananciais recuperados e a Floresta da Tijuca tornou-se um dos principais pontos turísticos da cidade.
Fontes:Plano Estratégico da Cidade do Rio de Janeiro - TijucaBrito Neto A.A. Floresta da Tijuca, a primeira restauração da natureza no mundo. 1990
domingo, 7 de março de 2010
Pedra da Gávea: Lendas e Histórias
A Pedra da Gávea além de sua beleza diferenciada possui tantas lendas e histórias que poderia muito bem ser chamada de Montanha das Lendas. Tantas histórias não foram criadas por acaso, devem-se, antes de mais nada, à sua beleza, imponência e uma forma que lembra o rosto humano.
Separamos para este post as lendas e histórias mais marcantes que melhor representam a Pedra da Gávea.
Os fenícios estiveram aqui
Há quem garanta ser a Pedra da Gávea o túmulo de um Rei Fenício.
As inscrições na Pedra, seu formato e as faces esculpidas dão força a esta teoria.
LAABHTEJ BAR RIZDAB NAISNEOF RUZT
Alguns sinais da Pedra da Gávea chamaram a atenção do Imperador D. Pedro I,
embora existam documentos da época do descobrimento que já faziam referência a estes sinais.
Há quem garanta ser a Pedra da Gávea o túmulo de um Rei Fenício.
As inscrições na Pedra, seu formato e as faces esculpidas dão força a esta teoria.
LAABHTEJ BAR RIZDAB NAISNEOF RUZT
Alguns sinais da Pedra da Gávea chamaram a atenção do Imperador D. Pedro I,
embora existam documentos da época do descobrimento que já faziam referência a estes sinais.
Em 1963 o arqueologista e professor Bernardo A. Silva traduziu as inscrições:LAABHTEJ BAR RIZDAB NAISINEOF RUZT
Lidas de trás para a frente:
TZUR FOENISIAN BADZIR RAB JETHBAAL
Tyro Phoenicia, Badezir primogênito de Jethbaal
Em 856 AC Badezir assumiu o lugar de seu pai no trono real de TYRO.
Poderia ser a Pedra da Gávea um túmulo fenício?
Sítios fenícios foram encontrados em outros pontos do Brasil, o que confirma que eles estiveram por aqui.
O mistério continua.
Enquanto não aparecem novas evidências,
a face de Badezir continuará a observar a maravilhosa paisagem do Rio de Janeiro
e a guardar seus segredos pela eternidade.

Não existe no Brasil uma montanha que tenha tantas histórias envolvendo misticismo e fantasias. Tudo começou com uns sulcos verticais e paralelos que cobrem uma faixa na rocha que forma a Cabeça do Imperador. No início do século XIX, um padre resolveu olhar a Pedra da Gávea de binóculos e pensou que os sulcos eram inscrições que poderiam provar que o Brasil tinha sido descoberto muito antes dos portugueses. Mandou avisar Dom João VI. Em 1839, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro sugeriu que se fizesse um estudo minucioso da Pedra da Gávea, mas o problema era o acesso complicado. Uma comissão foi formada e enviada ao local, mas os participantes nem chegaram perto das inscrições porque elas ficam no topo de um paredão de noventa graus de inclinação e suspensas sobre um abismo de centenas de metros. Apenas observaram com binóculos, fizeram algumas considerações e acreditaram ser realmente letras do alfabeto fenício já desgastadas pelo tempo.
A Cabeça do Imperador, que forma o topo da Pedra da Gávea, parece com uma gigantesca esfinge e para muitos, ela foi esculpida pelos fenícios para louvar o imperador Badhezir. A figura lembra um homem barbudo e sobre a cabeça, há umas pedras que, segundo alguns crentes, teriam sido também esculpidas pelos fenícios para reproduzir uma coroa. De acordo com eles, com o tempo, 2.800 anos depois de ter sido esculpida, a esfinge foi se deteriorando pela erosão. Em 1963, um arqueólogo conhecido como Bernardo A. S. Ramos chegou a decifrar as ditas inscrições, traduzidas como Tyro Phenícia Badhezir Primogênito de Jathbaal.
Muitas pessoas acreditavam que existiam cavernas que se ligavam a outras civilizações. Em 1937, um grupo resolveu explorar os Olhos do Imperador. Fizeram do topo uma descida de 160 metros com cordas, passando pelos olhos. Entretanto, isso soa estranho porque mesmo com material moderno é difícil descer um rapel com tal extensão, porém, esta é a história. Foi verificado que não havia caverna nem passagem alguma. Em 1960, seis escaladores do Centro Excursionista Rio de Janeiro abriram uma via horizontal que passa pelos olhos (Passagem dos Olhos) e o objetivo deve ter sido o mesmo, explorar o lado místico da Pedra da Gávea, porque conquistar escalada horizontal não faz sentido, especialmente para a época. Apesar de não terem encontrado absolutamente nada, muitos continuaram acreditando que existia um mundo subterrâneo denominado de Mundo de Agarta, que possuía entradas em vários lugares do planeta, como nas pirâmides do Egito e no Brasil. Aqui existiriam três entradas: em Sete Cidades (PI), na Serra do Roncador (MT) e na Pedra da Gávea (RJ).
Anteriormente a 1928 havia sido organizada uma excursão, com a participação de um arqueólogo e três engenheiros, para examinar o portal da Pedra da Gávea, que realmente se parece muito com uma porta gigante, medindo aproximadamente 10 m de altura e 7 m de largura. A conclusão foi de que não existia porta alguma, entretanto, outros trabalhos paralelos e não científicos foram feitos e mostravam desenhos de câmaras ocas, túneis, túmulos etc. Esses túneis teriam a entrada no Portal e dariam acesso à cidade subterrânea de Shambalah.
Também acreditava-se que existiria uma passagem subterrânea do topo da Pedra da Gávea que ligava às Ilhas Tijucas, situadas a 4 quilômetros de distância. Uma outra saída ou entrada, estaria situada numa gruta da Praia da Joatinga. Mais uma expedição foi averiguar e nada foi encontrado. Além disso, tentaram de todas as formas ligar a Pedra da Gávea a achados ainda sem explicações em outras partes do mundo. Um outro grupo de pessoas acreditava que a Pedra da Gávea fazia parte de uma das rotas de OVNI, e muitos diziam já terem visto luzes estranhas circundando a montanha. Assim fizeram uma ligação com os fenômenos que supostamente ocorriam no Triângulo das Bermudas. Segundo eles, nessa montanha esses fenômenos seriam comuns, como aberrações eletromagnéticas que inutilizam bússolas e aparelhos eletrônicos.
Em agosto do ano 2000, um grupo que incluía geólogos levou um equipamento de geofísica para o cume, com o qual é possível conhecer um pouco da estrutura interna da rocha. Com o resultado, eles provaram que a Pedra da Gávea é sólida e não existe nenhum túnel. Ou se perdeu tempo nessa brincadeira, ou estavam somente aprendendo a lidar melhor com o equipamento, num tipo de treinamento. As ditas inscrições são apenas sulcos ou canaletas verticais que se encontram numa faixa horizontal menos resistente da rocha, que são comuns em várias outras montanhas do Rio de Janeiro.
A Luz Verde...1937.
Dois jovens pesquisadores resolvem passar a noite na Pedra da Gávea. Milhões de estrelas são vistas no céu do Rio de Janeiro, então uma cidade livre da poluição. No meio da madrugada avistaram uma misteriosa luz verde que saía de uma fenda. O que poderia ser aquilo? De imediato os dois foram ao referido local verificar o que poderia ser aquela misteriosa luz. Ao entrarem na fenda, se depararam com um estranho ambiente com várias estátuas humanas. Uma nova luz muito forte fez com que ambos desmaiassem. Ao acordarem, já com dia claro, eles desceram e trataram de contar o fato à imprensa. Um jornal se interessou pela história e acertou com eles uma visita ao local de onde a tal luz verde saía. Ao voltarem à Pedra da Gávea veio a desilusão, não conseguiram achar a tal fenda e muito menos o ambiente onde tinham visto as estátuas humanas. Posteriormente os dois enlouqueceram e foram internados na colônia Juliano Moreira (Jacarepaguá), onde viveram seus últimos dias, jurando terem vivenciado a história que contaram para os jornais. Verdade ou ilusão? Como diz o ditado popular: "Só Deus sabe".
A EscadariaExiste uma gruta tipo sifão na parte onde o maciço toca o mar, com a parte abobadada acima do mar e com ventilação natural, onde se encontra uma escadaria em sentido ascencional, que segundo consta, levaria ao interior da Pedra. O caso mais conhecido referente a esta escadaria é o de dois rapazes que faziam caça submarina e ao encontrarem a entrada para esta gruta, resolveram entrar. Decidiram subir os degraus da escadaria e a última coisa que se lembram é de perderem os sentidos. Quando acordaram, estavam no topo da pedra a 842 metros de altitude.
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